05 janeiro 2015

[Resenha] Amy, Minha Filha - Mitch Winehouse

Título original: Amy, my Daughter
Autor: Mitch Winehouse
Minha edição: Record

"Desde a infância, Amy Winehouse se destacou por sua personalidade espirituosa, brincalhona e espontânea.

De maneira sincera e comovente, Mitch conta como Amy se tornou uma grande estrela que sucumbiu ao vício das drogas e morreu prematuramente aos 27 anos, em 2011. 

Um livro com fotos inéditas do acervo da família, os fãs vão encontrar as respostas mais honestas e impactantes para a pergunta que todos se fizeram ao receber a triste notícia da morte da cantora: o que afinal aconteceu com Amy?"

Não sou um leitor assíduo de biografias, ainda mais sobre pessoas polêmicas que são bastante citadas na mídia e, muitas vezes, são julgadas erroneamente ou usadas para atingir a grande massa (vender). "Amy, Minha Filha" parecia ser uma biografia diferente, afinal de contas foi escrita por Mitch Winehouse, pai de Amy. Sou fã da cantora, então não demorei muito para comprar o livro e ler/devorar em poucos dias.

Mitch desenvolve um trabalho muito bonito de desmitificação da imagem que a mídia criou de Amy Winehouse: uma cantora com talento, viciada em drogas e alcoólatra, que está sempre na capa dos tablóides europeus. Mas Amy não é isso.

Com um toque especial de sensacionalismo, Mitch narra a vida da filha, desde a sua infância com os pais ainda casados, passando pela adolescência conturbada, pelos namorados que inspiraram os dois discos de Amy, até a sua morte prematura. O teor emocional empregado por Mitch é grande, quebrado apenas por uma certa distancia da personagem. É como se Mitch estivesse presente e ao mesmo tempo fosse um espectador de tudo, atuando apenas como um narrador.

A biografia se torna interessante por ser um relato de uma Amy que as pessoas não conhecem: frágil, amorosa, apaixonada e, acima de tudo, que teme o palco. Mitch esclarece esse lado da filha, mostrando por que ela sempre bebe nas apresentações para grandes plateias e acaba não fazendo apresentações tão impressionantes.

Encontramos no meio do livro fotos pessoais da família e de momentos importantes na vida de Amy, como gravações e apresentações, além de cartões enviados pela Amy ao seu pai. Mitch consegue passar o lado brincalhão e sorridente da filha, e isso é lindo.

Eu, como fã da cantora, não pude não me emocionar lendo o livro. A história de Amy, antes de tudo, se mostra muito triste. O talento sempre competia com os problemas externos e os conflitos internos da cantora e isso foi fatal para Amy, que encontrou refugio nas drogas e bebidas. Amy, eterna.

Mitchell Winehouse, ou Mitch Winehouse, é pai de Amy e Alex Winehouse. Trabalhou como taxista em Londres durante toda a vida, até que se distanciou das ruas para cuidar de Amy e, após a morte dela, se dedicar à Amy Winehouse Foundation, instituição que apoia alcoólatras e drogados. Além do livro, Mitch também lançou um disco, nomeado "But Beautiful". 

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Sinta-se livre para comentar o que quiser, mas use com moderação.